O conde, ainda que com pesar, acceitou aquellas razões.
Um incidente imprevisto tornou inutil aquella precaução.
A baroneza devia cantar, no concerto, a Ave Maria de Gounod, o seu deus.
D'uma vez ensaiava, em casa do conde, aquelle delicioso trecho de musica, ante um auditorio que, n'aquelle dia, por acaso, era numeroso.
Obteve o successo costumado, e todos os presentes foram, no fim, fazer-lhe os seus cumprimentos...
Laura, como todos, foi testemunhar a sua admiração á baroneza.
Adelia requebrou-se toda, segundo, o seu habito, defendendo-se dos cumprimentos com a mais falsa das modestias.
—Não, não... Favores!... Hoje não estava com{192} voz... De certo reparou que, no fim, a respiração faltou-me!...
—Permitte-me que lhe diga de que foi resultante essa falta? perguntou Laura com simplicidade.
—Pois não, minha querida!... Falle... peço-lhe...