Comtudo cohibiu-se de perguntar a Laura se queria tomar no concerto o logar que lhe pertencia.{194}
É porque percebeu perfeitamente que esse logar seria o primeiro, e a baroneza não desejava occupar o segundo plano.
No dia seguinte, porém, a infeliz baroneza recebeu do arcebispo de Rennes, a quem enviára o programma, uma carta desoladora.
O arcebispo admirava-se de não ver figurar n'esse programma, o nome d'aquella que devia ser a grande attracção, e que produziria o mais brilhante successo.
Esse nome era o da viscondessa de Bizeux.
Fôra ouvindo-a cantar na missa d'inauguração da capella do castello, que ao arcebispo occorrera a idéa de dar um concerto, cujo producto revertesse a favor da subscripção para o hospicio de marinheiros.
Em seguida o arcebispo perguntava se a baroneza de Pontual desconhecia o raro talento da nora do conde de Bizeux.
Pois a extrema modestia da viscondessa fazia com que ella não desejasse manifestar o seu talento em publico?
Quando se tratava d'uma obra meritoria, não se tinha o direito de ser modesto, e por isso instava com a baroneza para que convidasse Laura.
Ante esta especie d'intimação, a baroneza não poude deixar de convidar a viscondessa.