Era esse sentimento que ainda a retinha junto d'elle.
Mas ao mesmo tempo recordava-se da palavra que o visconde lhe dera, e que a tornava livre se achasse muito pesada a cadeia que a prendia.
Eram todos estes pensamentos que a tornavam hesitante. Não tinha, porém, a coragem de os expôr.
Se a tivesse, seu marido e seu sogro ficariam convencidos de que ella não devia cantar no concerto de benificencia.
O conde persistia, insistia, e Antonino juntava os seus rogos aos do pae. Ella, por fim, disse:
—Reconhecem bem, não é verdade, que o que está mais em jogo não é o meu interesse pessoal, mas o interesse da familia?
—Sem duvida, respondeu o conde, e é por isso mesmo que insistimos e somos de opinião que deve ceder, como nós cedemos.
Laura, replicou então:
—Visto assim o quererem, cantarei no concerto!
N'essa noite, Laura disse á baroneza, pouco satisfeita, o seguinte: