Por isso Laura respondeu, tremendo-lhe a voz:
—Lauretto foi attencioso d'esta vez. Está ha alguns dias, em Saint-Malo, por causa do concerto, como te disse, e não fallou em mim, promettendo-me até fingir que não me conhecia.
—Oh! E ficaste-lhe muito reconhecida, não é verdade? disse Antonino ironicamente.
—O que tens? perguntou Laura com meiguice.{219} Não admira que te contrariasse o encontro com esse homem, mas isso não é rasão para me tratares com modos bruscos!
—Perdoa-me, Laura! Não sei porque, mas a presença d'este homem irritou-me sobremaneira. Não podia nem devia provocal-o pela impertinente polidez com que me tratou, mas cada uma das palavras que pronunciava fizeram-me ferver o sangue nas veias!
—Socega, não te exaltes. Vamos almoçar, que necessitamos readquirir forças, tu principalmente. Senta-te, que eu te sirvo.
Auxiliada pela velha, Laura poz a mesa.
Depois tirou do cabaz pão, vinho de Bordeus, e carne assada.
O appetite que sentiram ao desembarcar, desapparecera.
Mal provaram os alimentos.