Estaria Remissy em Saint-Malo?

Na vespera não o vira e nada lhe constára!{225}

Uma carta de Lauretto Mina respondeu a todas as perguntas que a viscondessa a si propria fez.

O tenor dizia o seguinte:

Senhora viscondessa

Não tive tempo de a prevenir hontem de que o nosso amigo Remissy tomava parte no concerto d'hoje. Não sei se ficará satisfeita ou contrariada com esta noticia. Se ha falta, confesso-me unicamente culpado d'ella. Fui eu quem, satisfeitissimo por encontral-a, participei o caso a Remissy, contratado em Vichy por uma quinzena, accrescentando se, elle tambem não queria vir commigo a Saint-Malo, tornar a vel-a commigo, e juntar, mais uma vez, n'este concerto de beneficencia, o nome d'elle, como o meu, ao nome da sr.ª viscondessa.

Remissy respondeu-me:

«Ver e ouvir mais uma vez a Linda, poi morir. Sim, sim, irei, mas não espere por mim para partir. Conhece a rapidez dos meus habitos ambulantes. Informei-me na estação do caminho de ferro, e soube que ha um comboio que chega a Saint-Malo ás sete e meia da noite. Ver-me-ha entrar na sala do concerto, de casaca e gravata branca, ás nove horas precisas da noite em que elle se efectua. Á cautella, peço-lhe que faça com que o meu nome feche o programma.{226} A Marselheza está interdiria pela censura imperial, e inquietaria os honrados legitimistas locaes. Executarei, pois, a Marselheza hungara, o hymno de Rakoçki.»

Previno-a d'este caso, sr.ª viscondessa, mas peço-lhe que não se inquiete. Hontem, depois de ter tido a honra de a ver, não pude escrever ou telegraphar a Remissy, nem mesmo sabia para onde dirigir-lhe carta ou telegramma. Esperal-o-hei á chegada e instruil-o-hei de fórma que elle saiba que é compromettedora para a sr.ª viscondessa a mais ligeira indiscrição. Remissy é, como eu, excessivamente dedicado á sr.ª viscondessa, e por isso estou certo que elle annuirá ao meu pedido, e procederá de fórma que não a comprometta.

Tenho a honra de me assignar, sr.ª viscondessa,