O conde começou dizendo:
—Um descarrillamento entre as estações de...
Mas foi interrompido pelo proprio Remissy em pessoa, que, de violino debaixo do braço, avançou lentamente, e disse:{231}
—O comboio descarrillou, mas por felicidade não se voltou a carruagem em que segui desde a estação de La Fresnays, e portanto eis-me aqui, á hora marcada, ao seu dispor, minhas senhoras e meus senhores.
As palavras de Remissy foram recebidas com uma salva de palmas.
Duas ou tres pessoas que chegavam com o violinista, contaram o que se passára.
Em seguida ao descarrillamento, Remissy, com o violino a tiracollo e o sacco de viagem na mão, mettera-se a caminho para La Fresnays, tranquillamente.
Chegado que foi, alugou uma carruagem, e uma hora depois chegava a Saint-Malo, e entrava no salão do concerto, correcto, impeccavel, de casaca e gravata branca, como se não chegasse d'uma viagem de trezentas leguas.
Logo que o silencio se restabeleceu no salão, Remissy começou a tocar o hymno de Rakoçki.
Como sempre, foi extraordinario d'execução.