Dir-se-ia que elle proprio não fôra alvo, pouco antes, de manifestação quasi semelhante.
É que os applausos dispensados ao seu idolo produziam n'elle centuplicado effeito.
Com o rosto innundado de lagrimas, dirigiu-se ao estrado sobre o qual Laura cantára.
A viscondessa retirava-se, agradecendo com venias a ovação que lhe era feita.
Remissy approximou-se d'ella, tomou-lhe as mãos e disse bem alto:
—Ah! minha cara diva, tu és sublime!... Não posso conter-me, minha querida Linda!... Se não te beijar, rebento!
E envolvendo-a nos braços, beijou-a com sofreguidão nas duas faces.{237}
Laura, deixando-se beijar, sorriu com tristeza, e disse baixo ao violinista:
—Não póde calcular o mal que acaba de me fazer, meu caro Remissy!
—Hein! o quê!... Fiz-te mal, eu?... murmurou o violinista estupefacto.