Se qualquer facto se passasse em casa do conde de Bizeux,—uma partida, um accidente imprevisto—encontraria a noticia n'aquella folha local.
Mas nada se passava, com certeza, porque o nome de Bizeux, que ella procurava todos os dias com o olhar, avidamente, nem uma só vez foi mencionado pelo jornal.
A quem devia dirigir-se? A quem escrever?
Na Bretanha vivera sempre retirada, pensando apenas em Antonino.
Essa circumstancia fez com que não se relacionasse intimamente com pessoa alguma.
Ao cabo de dez dias não poude conter-se, e escreveu ao proprio Antonino.
Entre outras coisas dizia-lhe o seguinte:
«Porque guardas silencio? Não recebeste a carta{257} que te deixei? Não comprehendeste, por ventura, o grito d'amor com que a terminei? Responde, peço-te! Responde, ainda que seja colerica ou desdenhosamente.»
Depois supplicava ao marido que só escrevesse uma palavra, uma só, que podesse allivial-a da terrivel angustia em que vivia.
Dois dias depois recebeu uma carta com o carimbo do correio de Saint-Malo.