Lera tambem o telegramma de Lauretto Mina, que{261} fôra como que um punhal a enterrar-se no coração d'Antonino.
Seu filho acreditára no que dizia o telegramma.
Que razão tinha o conde para não acreditar tambem?
Mas, culpada ou não, Laura era a causadora unica da morte do seu filho. O conde não era juiz, era pae.
Escrevera sem medir o alcance das palavras, respondera o que a sua indignação lhe inspirára.
Laura matava-lhe o filho; não podia deixar de detestar, d'amaldiçoar essa mulher.
A crise, que para todos era agonia, prolongou-se ainda por mais duas semanas.
Durante todo esse tempo Antonino não reconheceu pessoa alguma.
O delirio não o abandonára um só instante.
Mas a prolongação da doença passou a significar esperança.