—O que dizes tu?... perguntou ella a Jacintha, voltando-se.

No limiar da porta viu Antonino, pallido, magro, d'olhos fundos, phantasma de si proprio.

Conservaram-se por algum tempo contemplando-se, sem fazerem um só gesto nem pronunciarem uma só palavra. Antonino disse por fim:

—Laura!

Depois caminhou para ella lentamente.

A Linda, indecisa, olhava-o estupefacta.

Ao chegar junto d'ella, disse-lhe em voz baixa e extraordinariamente terna.

—Minha Laura... amo-te!

Ella juntou as mãos, extasiada, e replicou:

—Meu Antonino!... És tu?... Ah! tambem eu te amo!{277}