Aquelle acto de energia apenas serviu para demonstrar a sua irremediavel fraqueza.
Em Paris estava perto de Laura; fugia de a ver, mas tinha noticias d'ella, e quando quizesse podia procural-a.
Considerou uma loucura o ter supposto que a ausencia o curava, porque nunca soffrera tanto.
Chegou desgostoso a Saint-Malo, achou soturna a velha casa da familia, onde vivia o pae e uma irmã mais velha, solteira ainda.
Tres dias depois, cançado de soffrer em silencio, Antonino resolveu-se a tudo confessar a seu pae.
O confidente foi bem escolhido e bem exposta a confidencia.
Em novo, o pae d'Antonino passara por um desgosto semelhante.
Amára uma menina encantadora, por quem era amado tambem, mas que tinha o defeito de ser pobre e plebea.
O conde de Bizeux, avô de Antonino, era um velho{57} rigido, intractavel em questões de nobreza e importancia patrimonial.
Não se contentou, d'accordo com o pae da donzella, com destruir aquelle amor; obrigou o filho a casar com uma prima, de belleza duvidosa, mas de fortuna avultada.