--Diz-me, interrogou-a elle, gostas muito do senhor Luiz, não é assim?
--Muito!... murmurou, ruborisada de pejo.
--Crês que has-de ser, com elle, tão feliz como desejo que tu o sejas, não?
--Muito, e só com elle.
--Bem. O senhor Americo, como recompensa do seu procedimento pouco digno, queira retirar-se e esperar ámanhã as minhas ordens no armazem. Limito-me a isto, porque não quero fazer mais no dia em que o céo me abre na terra a felicidade de minha filha.
O mulato tinha os olhos cravados no chão. Tomou o chapéu, volveu-se e sahiu vagarosamente, como que arrastado por uma força que tentasse tiral-o do logar onde o chumbava não sei que sentimento.
Quando transpôz a porta, pendiam-lhe dos olhos duas grossas lagrimas.
Seriam de vergonha?
Seriam de remorsos?
Seriam de odio?