Sentaram-se como que machinalmente.

Magdalena voltava e revoltava entre as suas mãos mimosas e pequeninas um viçoso suspiro; Luiz aspirava o fumo d'um delicioso charuto bahiano, e arrojava depois ao espaço as ondas azuladas, as nuvens pequeninas do fumo aspirado.

Os pés dos jasmineiros floridos impregnavam a atmosphera de perfumes que inebriavam.

E o pôr do sol, o cahir das primeiras sombras do crepusculo da tarde, começavam a pesar na alma d'aquelles dois namorados, estremosos como duas juritys.

--Parto d'aqui a pouco, minha senhora, disse Luis olhando com saudade para Magdalena.

--Mas ha de vir ver-me sempre que poder; sim?

--Sempre que não haja quebra de conveniencias.

--Conveniencias? interrogou Magdalena.

--Sim, minha senhora. Bem vê V. Ex.a que a minha presença muito frequente n'esta casa, póde despertar suspeitas, e eu não desejo, nem devo desgostar o senhor Jorge de Macedo, que apesar de estimar-me muito, talvez não approve esta affeição, que começa a prender-nos hoje.

--Ha de approval-a, basta que eu lhe diga que o amo.