--Patife!...
--O negro é cabinda, e o cabinda é raça fina. O mulato é filho de branco e de negro...
Americo sentiu-se altamente atacado, mas enguliu a affronta, que provocára. Teve vontade de atirar logo dous murros ao negro, mas o receio deteve-o, porque tinha diante de si um homem possante, que, embora escravo, era, comtudo, um escravo estimado e querido. No meio da sua ira, e, digamos, da sua cobardia, limitou-se a ameaçar:
--Deixa estar, que o teu senhor saberá que andas a trazer e a levar recados da senhora moça, patife!
--O negro não tem mêdo.
E o cabinda deu-lhe as costas, e dirigiu-se ao escriptorio, onde lhe parecêra ouvir a voz de Luiz.
Chegou á porta e metteu a cabeça.
--Licença.
--Ah! és tu, cabinda? Entra; acudiu Luiz, largando a penna.
--O negro, meu branco.