--Ao menos hei de levar um beijo...

E tinha prendido Magdalena, e ia commetter a infamia, quando sentiu o pescoço apertado vigorosamente por uma mão de ferro. Era do cabinda.

Americo soltou um rugido.

Magdalena exclamou vendo-se livre do mulato:

--Que fazes, cabinda!

--Mato a serpente, senhora moça!

XIII

Houve um momento de silencio, curto, mas terrivel para Magdalena, que, ao ouvir o cabinda, julgou que elle ia espatifar o mulato, e para este tambem, vendo-se em face d'um inimigo tão possante.

A lua inundava, agora, com os seus raios deslumbrantes o palco, onde se representava aquelle drama; e para contraste das paixões, que alli se agitavam, n'aquelle instante, um sabiá, poisado nos galhos d'uma jaqueira, começou a vibrar as doces melodias do seu canto suavissimo.

Magdalena estava tranzída de medo; o mulato espumante de raiva, no meio da sua impotencia; e o cabinda risonho, mas n'uma alegria feroz.