--Respeito-a porque é mulher, porque é uma creança. Todavia, creia que não ficaremos sem saldarmos as contas.

--Quando quizer. Vamos, cabinda.

E Magdalena, aquella creança que nós conhecemos, bondosa, meiga, delicada, sensivel, tomou, lançando ao mulato o seu olhar expressivo de cólera, o negro pelo braço e arrastou-o consigo, affastando-se em direcção a casa.

O cabinda cedeu, e nem elle era homem que resistisse á sua filha, mas não sem que se voltasse para traz, gritando ao mulato:

--O negro cá fica. Cautella com o cabinda.

Americo tragou a ameaça em silencio e ficou só, no meio da febre da sua exaltação, que pouco a pouco devia ir diminuindo.

Sentou-se e esteve scismando durante alguns minutos. Occorreu-lhe, porém, a lembrança de que o negro poderia voltar, achou-se fraco perante a robustez do seu inimigo e deixou a chacara saltando para fóra.

Estava cançado.

As coisas começavam a correr-lhe mal, e isto exasperava-o mais, que as offensas e as affrontas que havia recebido.

Deixou correr as ideias atraz dos seus desejos de vingança, mas teve um momento em que quasi succumbiu.