Talent de bien faire era o seu lemma:
—De fazer bem, vontade sempre ardente,
E nessa ancia do bem, viva e suprema,
Exemplo sublimado a toda a gente,
Talhou o maior canto do seu poema;
É raro achar brazão mais resplendente,
Como egualmente o é, entre a nobreza,
Mais virtude, mais Gloria, mais grandeza!
8
Foi-lhe a vida sublime uma epopeia!
Heroe, que faz Heroes pelo traslado,
Dos dons com que seus dias encadeia,
Só pelo Patrio amor, sempre inspirado!
Dá flôr e fructo o exemplo que semeia,
Fertil foi sempre o campo que ha lavrado,
E dessa enorme e estranha sementeira,
Inda, hoje, ha grão ao sol da nossa eira!
9
Quando morreu, coberto foi de pranto,
Do povo, que o seu nome idolatrava;
Foi tecido de lagrimas o manto,
A mortalha, que ao tumulo levava!
Diziam todos que morrêra um santo!
Dizia o proprio mar que... orphão ficava!
Chorava, assim, uma nação inteira,
Como que a sua esperança derradeira!
10
Um povo, que acalenta o seu presente,
Ao sol das tradições do seu passado,
Levanta, agora, um monumento ingente,
Ao seu Navegador afortunado,
Na aspiração da Gloria resplendente,
Porque o que é grande é mister ser lembrado.
Aprenda bem o povo a lêr na Historia,
E Deus o inspire para maior Gloria.
FIM
LIVRARIA CHARDRON—M. LUGAN, EDITOR