—É para depois de minha morte...
—Juro-te.
—Mas, responde franca e precisamente, para que eu não succumba com uma duvida...
—Pede o que quizeres... Pede... não!... ordena!{98}
—Estou acabado. Luctou commigo a morte, que, se não me derrubou de vez, vai invadindo-me com o gêlo de seu halito das extremidades para o coração. Bestam-me instantes. Vais enviuvar e a viuvez é um despenhadeiro. Peço-te em nome de minha tranquillidade, que te cases, immediatamente, afim de que não paire uma só nuvem sobre a limpidez do teu e do meu nome... Casarás logo... Peço-te... É o ultimo sacrificio em prol do teu defuncto...
—Intranquillisas-me, Ormindo.
—Não ha razão para isso.
—Se tu mandas...
—Mando, não; peço... Agradar-te-à Eloy?
—Queres, Ormindo, a verdade antes da morte?