ASSUNÇÃO DA BELEZA NUMÉRICA!
[Nota do Transcritor: Aqui surge a composição com números.]
Mais longe um criado deixa cair uma bandeja…
Não tem fim a maravilha!
Um novo turbilhão de ondas prateadas
Se alarga em écos circulares, rútilos, farfalhantes
Como água fria a salpicar e a refrescar o ambiente…
—Meus olhos extenuaram de Beleza!
Inefavel devaneio penumbroso—
Descem-me as palpebras vislumbradamente…
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… Começam-me a lembrar aneis de jade
De certas mãos que um dia possuí—
E ei-los, de sortílégio, já enroscando o Ar…
Lembram-me beijos—e sobem
Marchetações a carmim…
Divergem hélices lantejoulares…
Abrem-se cristas, fendem-se gumes…
Pequenos timbres d'ouro se enclavinham…
Alçam-se espiras, travam-se cruzetas…
Quebram-se estrelas, sossobram plumas…
Dorido, para roubar meus olhos á riqueza,
Fincadamente os cerro…
Embalde! Não ha defesa:
Zurzem-se planos a meus ouvidos, em catadupas,
Durante a escuridão—
Planos, intervalos, quebras, saltos, declives…
—Ó mágica teatral da atmosfera,
—Ó mágica contemporanea—pois só nós,
Os de Hoje, te dobrámos e fremimos!
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