Levanto-me…
—Derrota!
Ao fundo, em maior excesso, ha espelhos que reflectem
Tudo quanto oscila pelo Ar:
Mais belo através dêles,
A mais subtil destaque…
—Ó sonho desprendido, ó luar errado,
Nunca em meus versos poderei cantar,
Como anseara, até ao espasmo e ao Oiro,
Toda essa Beleza inatingivel,
Essa Beleza pura!
Rólo de mim por uma escada abaixo…
Minhas mãos aperreio,
Esqueço-me de todo da ideia de que as pintava…
E os dentes a ranger, os olhos desviados,
Sem chapéu, como um possesso:
Decido-me!
Corro então para a rua aos pinotes e aos gritos:
—Hilá! Hilá! Hilá-hô! Eh! Eh!…
Tum… tum… tum… tum tum tum tum…
*VLIIIMIIIIM…*
*BRÁ-ÔH… BRÁ-ÔH… BRÁ-ÔH!…*
*FUTSCH! FUTSCH!…*
*ZING-TANG… ZING-TANG…* *TANG… TANG… TANG…*
*PRÁ Á K K!…*
Lisboa—Maio de 1915.