Passae, bolor do Novo, mercadoria em mau estado desde o cerebro de origem!
Passae á esquerda do meu Desdem virado á direita, creadores de “systemas philosophicos”, Boutroux, Bergsons, Euckens, hospitaes para religiosos incuraveis, pragmatistas do jornalismo metaphysico, lazzaroni da construcção meditada!
Passae e não volteis, burguezes da Europa-Total, parias da ambição de parecer-grandes, provincianos de Paris!
Passae, decigrammas da Ambição, grandes só numa epocha que conta a grandeza por centimiligrammas!
Passae, provisorios, quotidianos, artistas e politicos estylo lightning-lunch, servos empoleirados da Hora, trintanarios da Occasião!
Passae, “finas sensibilidades” pela falta de espinha dorsal; passae, constructores de café e conferencia, monte de tijolos com pretensões a casa!
Passae, cerebraes dos arrabaldes, intensos de esquina-de-rua!
Inutil luxo, passae, vã grandeza ao alcance de todos, megalomania triumphante do aldeão de Europa-aldeia! Vós que confundis o humano com o popular, e o aristocratico com o fidalgo! Vós que confundis tudo, que, quando não pensaes nada, dizeis sempre outra cousa! Chocalhos, incompletos, maravalhas, passae!
Passae, pretendentes a reis parciaes, lords de serradura, senhores feudaes do Castello de Papelão!
Passae, romantismo posthumo dos liberalões de toda a parte, classicismo em alcool dos fetos de Racine, dynamismo dos Whitmans de degrau de porta, dos pedintes da inspiração forçada, cabeças ôcas que fazem barulho porque vão bater com ellas nas paredes!