—«Mas quando se allia a fortuna ao amôr é a felicidade na terra.

—«Homem, já parece estylo de noticiarista!

—«Faze troça, faze... Mas, emfim, com essa vá, comprehendia que sacrificasses a tua liberdade, agora com a Hortensia que não tem vintem!...

—«Vocês, os poetas, não sabem nada da vida. Pois uma protecção como a do Maximiano Carneiro não vale uma grossa fortuna? Deixa me casar com ella e tu verás como me hasde ver deputado, chefe de repartição, director de companhias, ministro, sei lá!... Tudo.

—«Tu? mas como?

—«Pois o Maximiano, que tem empregado a familia inteira, que tem criado logares para simples parentes da mulher, para amigos, para influentes do bairro, pode-se dizer; o Maximiano, que custa ao país com a sua parentella e afilhados mais de um conto de réis por dia, não ha de pôr toda a sua influencia e esperteza em campo para fazer subir o marido da filha?...

—«Talvez tenhas razão.

—«Já se vê que tenho.

—«Bom, isso é que eu desejo. Mas tu gostas da pequena?