—«Formosissima, dize, que não lhe fazes favor.

—«Não acho, não a tolero. Ha n’aquella passividade, que quer fazer passar por bondade, uma tão grande vaidade e não sei o quê de falso que me irritou e affastou sempre.

Levantou-se inquieto e começou a passear pelo escriptorio, murmurando palavras, como se estivesse só. De repente estacou em frente do medico:

—«Só queria saber a verdade! Mas como?! Ah, que se elles se namoram, se casam!... Mato-os como cães damnados, percebe?

—«Ora deixa-te d’isso, casam lá!...

—«Juro-lhe que os matava por minhas mãos. É a unica prova que aguardo. Até já pensei em namorar a Candida para descobrir alguma coisa, mas quando lhe fallo... estou como a Engracia, parece que vejo a sombra da Pillar a prohibir-mo!... Se ella era tão pura, como poderia querer uma mentira?!...

—«Não te sabia espiritista...

—«Não sou, não era! Que eu já nem sei o que sou! Não posso com a ideia de que minha irmã não é mais do que uma pouca de materia que se transforma estupidamente, immundamente, na terra!...