—«Como é bôa e como lho agradeço—murmurou o João commovido.

—«A sr.ᵃ D. Genoveva fez bem a jornada?—interrogou o medico cuidadoso.

—«É muito longa, deixa-a fatigada por uns dias, mas apezar d’isso não está mal. Para se não incommodar com cumprimentos, pedi-lhe que ficasse na carruagem com a D. Luzia até nós retirarmos.

—«Foi bem pensado. É preciso a maior cautella com aquelles nervos—respondeu o dr. Ramalho.

—«Nervos?!... Emfim, pode ser!... Mas venham cá; vem cá, João, que te quero apresentar uma pessôa que muito estimo.

—«E que eu não conheço?—«Nem eu tambem?—inquiriram os dois a um tempo.

—«O doutor conhece, tu é que não—e voltando-se chamou para dentro da carruagem—«oh Bella!»

—«Estava a procurar a minha malinha na confusão das vossas malas, malinhas, embrulhos, cabazes... Sei lá o que para ahi vem!—veio dizendo, ao mesmo tempo que saltava da carruagem, uma delicada figura de mulher, vestida de flanella branca riscada de azul, chapéo remador de palha branca, collarinho e gravata, e no bolso do casaco o lenço de linho fito, n’um geito um tanto masculino.

—«Oh meu caro doutor, como está, como tem passado desde o inverno?!...—dirigiu-se ao medico, n’uma grande expansão de amizade, a que elle correspondia affectuoso.

—«Minha filha—sorriu a Viscondessa—guarda para logo os teus comprimentos ao doutor, que já é conhecido velho, agora deixa-me apresentar-te o meu primo João de Mello.