O EDITOR.
INDICE.
| Pag. | |
|---|---|
| Aos Senhores de engenho, etc. | [1] |
| PRIMEIRA PARTE. | |
| Proemio | [3] |
| Licenças | [5] |
| LIVRO PRIMEIRO. | |
| Capitulo I. Do cabedal que hade ter o senhor de hum engenho real | [7] |
| Capitulo II. Como se hade haver o senhor de engenho na compra,e na conservação das terras, e nos arrendamentos dellas | [11] |
| Capitulo III. Como se hade haver o senhor do engenho com os lavradores,e outros visinhos, e estes com o senhor | [14] |
| Capitulo IV. Como se hade haver o senhor do engenho na eleiçãodas pessoas, e officiaes que admittir ao seu serviço, e primeiramenteda eleição do capellão | [17] |
| Capitulo V. Do feitor mór do engenho, e dos outros feitores menores,que assistem á moenda, fazendas, e partidas da canna, suasobrigações, e soldadas | [21] |
| Capitulo VI. Do mestre do assucar, e soto-mestre a quem chamãobanqueiro, e do seu ajudante, a quem chamão ajuda-banqueiro | [25] |
| Capitulo VII. Do purgador do assucar | [28] |
| Capitulo VIII. Do caixeiro do engenho | [29] |
| Capitulo IX. Como se hade haver o senhor de engenho com seusescravos | [31] |
| Capitulo X. Como se hade haver o senhor do engenho no governo desua familia, e nos gastos ordinarios da casa | [38] |
| Capitulo XI. Como se hade haver o senhor do engenho no recebimentodos hospedes, assim religiosos, como seculares | [40] |
| Capitulo XII. Como se hade haver o senhor do engenho com osmercadores, e outros seus correspondentes na praça, e dealgum modo de vender e comprar o assucar, conforme o estylo,e uso do Brazil | [42] |
| LIVRO SEGUNDO. | |
| Capitulo I. Da escolha da terra para plantar cannas de assucar, epara os mantimentos necessarios, e provimentos do engenho | [45] |
| Capitulo II. Da planta, e limpar das cannas, e a diversidade que hanellas | [47] |
| Capitulo III. Dos inimigos da canna, emquanto está no cannaveal. | [50] |
| Capitulo IV. Do córte da canna, e sua conducção para o engenho. | [52] |
| Capitulo V. Do engenho, ou casa de moer a canna; e como se movea moenda com agoa | [56] |
| Capitulo VI. Do modo de moer as cannas, e de quantas pessoasnecessita a moenda | [63] |
| Capitulo VII. Das madeiras de que se faz a moenda, e todo o maismadeiramento do engenho, canôas e barcos; e do que se costumadar aos carpinteiros, e outros semelhantes officiaes | [66] |
| Capitulo VIII. Da casa das fornalhas, seus apparelhos, e lenha que hamister: e da cinza, e sua decoada | [69] |
| Capitulo IX. Das caldeiras, e cobres, seu apparelho, officiaes, egente que nellas ha mister; e instrumentos de que usão | [73] |
| Capitulo X. Do modo de alimpar, e purificar o caldo da cannanas caldeiras, e no parol de coar, até passar para as taxas | [77] |
| Capitulo XI. Do modo de coser e bater o melado nas taxas | [80] |
| Capitulo XII. Das tres temperas do melado, e sua justa repartiçãopelas fôrmas | [82] |
| LIVRO TERCEIRO. | |
| Capitulo I. Das fôrmas do assucar, e sua passagem do tendal paraa casa de purgar | [85] |
| Capitulo II. Da casa de purgar o assucar nas fôrmas | [87] |
| Capitulo III. Das pessoas que se occupão em purgar, mascavar, secare encaixar: e dos instrumentos que para isso são necessarios | [89] |
| Capitulo IV. Do barro que se bota nas fôrmas do assucar: qual deveser, e como se hade amassar: e se he bom ter no engenhoolaria | [91] |
| Capitulo V. Do modo de purgar o assucar nas fôrmas: e de todo obeneficio que se lhes faz na casa de purgar até se tirar | [93] |
| Capitulo VI. Do modo de tirar, mascavar e secar o assucar | [97] |
| Capitulo VII. Do peso, repartição, e encaixamento do assucar | [100] |
| Capitulo VIII. De varias castas de assucar, que separadamente seencaixão: marcas das caixas, e sua conducção ao trapiche | [102] |
| Capitulo IX. Dos preços antigos, e modernos do assucar | [106] |
| Capitulo X. Do numero das caixas de assucar, que se fazem cadaanno ordinariamente no Brazil | [108] |
| Capitulo XI. O que custa huma caixa de assucar de trinta, a cincoentaarrobas, posta na alfandega de Lisboa, e já despachada:e do valor de todo o assucar que cada anno se faz no Brazil | [110] |
| Capitulo XII. Do que padece o assucar, desde o seu nascimento nacanna até sahir do Brazil | [114] |
| SEGUNDA PARTE. | |
| Capitulo I. Como se começou a tratar no Brazil da planta do tabaco;e a que estimação tem chegado | [117] |
| Capitulo II. Em que consiste a lavra do tabaco: e de como se semêa,planta e alimpa; em que tempo se hade plantar | [119] |
| Capitulo III. Como se tirão e curão as folhas do tabaco; como dellasse fazem e beneficião as cordas | [122] |
| Capitulo IV. Como se cura o tabaco depois de torrado em corda | [124] |
| Capitulo V. Como se enrola e encoura o tabaco: e que pessoas se occupãoem toda a fabrica delle, desde a sua planta até se enrolar | [125] |
| Capitulo VI. Da segunda e terceira folha do tabaco; e de diversasqualidades delle, para se mascar, cachimbar e pisar | [128] |
| Capitulo VII. Como se pisa o tabaco: do granido, e em pó; e comose lhe dá o cheiro | [129] |
| Capitulo VIII. Do uso moderado do tabaco para a saude, e da demasianociva á mesma saude, de qualquer modo que se use delle | [131] |
| Capitulo IX. Do modo com que se despacha o tabaco na alfandegada Bahia | [134] |
| Capitulo X. Que custa hum rolo de tabaco de oito arrobas, postoda Bahia na alfandega de Lisboa, e já despachado, e correntepara sahir della | [136] |
| Capitulo XI. Da estimação do tabaco do Brazil na Europa, e nasmais partes do mundo, e dos grandes emolumentos que delletira a fazenda real | [137] |
| Capitulo XII. Das penas dos que levão tabaco não despachado nasalfandegas; e das industrias de que se usa para se levar de contrabando | [139] |
| TERCEIRA PARTE. | |
| Capitulo I. Das minas de ouro que se descobrirão no Brazil | [141] |
| Capitulo II. Das minas de ouro que chamão geraes, e dos descobridoresdellas | [143] |
| Capitulo III. De outras minas de ouro no Rio das Velhas e no Caeté | [145] |
| Capitulo IV. Do rendimento dos ribeiros; e das diversas qualidadesde ouro que delles se tira | [146] |
| Capitulo V. Das pessoas que andão nas minas e tirão ouro dos ribeiros | [149] |
| Capitulo VI. Das datas ou repartições das minas | [151] |
| Capitulo VII. Da abundancia de mantimentos, e de todo o usualque hoje ha nas minas: e do pouco caso que se faz dos preçosextraordinariamente altos | [153] |
| Capitulo VIII. De diversos preços de ouro vendido no Brazil, e doque importa o que cada anno ordinariamente se tira das minas | [157] |
| Capitulo IX. Da obrigação de pagar a El-Rei nosso senhor a quintaparte do ouro que se tira das minas do Brazil | [160] |
| Capitulo X. Roteiro do caminho da villa de S. Paulo para as MinasGeraes e para o Rio das Velhas | [173] |
| Capitulo XI. Roteiro do caminho velho da cidade do Rio de Janeiropara as Minas Geraes dos Cataguas, e do Rio das Velhas | [177] |
| Capitulo XII. Roteiro do caminho novo da cidade do Rio de Janeiropara as minas | [178] |
| Capitulo XIII. Roteiro do caminho da cidade da Bahia para as minasdo Rio das Velhas | [181] |
| Capitulo XIV. Modo de tirar o ouro das minas do Brazil e ribeirosdelles, observado de quem nellas assistio com o governadorArtur de Sá | [183] |
| Capitulo XV. Noticias para se conhecerem as minas de prata | [188] |
| Capitulo XVI. Modo de conhecer a prata, e beneficiar os metaes | [191] |
| Capitulo XVII. Dos damnos que tem causado ao Brazil a cobiça,depois do descobrimento do ouro nas minas | [194] |
| QUARTA PARTE. | |
| Capitulo I. Da grande extensão de terras para pastos cheios de gado,que ha no Brazil | [197] |
| Capitulo II. Das boiadas, que ordinariamente se tirão cada annodos curraes, para as cidades, villas, e reconcavos do Brazil,assim para o açougue, como para o fornecimento das fabricas | [201] |
| Capitulo III. Da conducção das boiadas do sertão do Brazil: preçoordinario do gado que se mata, e do que vai para as fabricas | [203] |
| Capitulo IV. Que custa hum couro em cabello, e hum meio de solabeneficiado até se pôr do Brazil na alfandega de Lisboa | [205] |
| Capitulo V. Resumo de tudo o que vai ordinariamente cada annodo Brazil para Portugal, e do seu valor | [209] |
| Capitulo ultimo. Quanto he justo que se favoreça o Brazil por serde tanta utilidade ao reino de Portugal | [208] |
FIM DO INDICE.
AOS SENHORES DE ENGENHOS, E LAVRADORES DO ASSUCAR, E DO TABACO, E AOS QUE SE OCCUPÃO EM TIRAR OURO DAS MINAS DO ESTADO DO BRAZIL.
Deve tanto o Brazil ao Veneravel Padre José de Anchieta, hum dos primeiros, e mais fervorosos missionarios desta America Meridional; que a boca cheia o chama seu grande Apostolo, e novo Thaumaturgo, pela luz evangelica, que communicou a tantos milhares de Indios, e pelos innumeraveis milagres, que obrou em vida, e obra continuamente invocado para beneficio de todos. Porém confessar estas obrigações, e não cooperar as glorias de tão insigne bemfeitor, não basta para hum verdadeiro agradecimento, devido justamente, e esperado. Para excitar pois este piedoso affecto nos animos de todos os que mais facilmente podem ajudar como agradecidos obra tão santa, como he a canonisação de hum Varão tão illustre, procurei acompanhar esta justa petição com alguma dadiva, que podesse agradar, e ser de alguma utilidade aos que nos engenhos do assucar, nos partidos, e nas lavouras do tabaco, e nas minas do ouro experimentão favor do Céo com notavel augmento dos bens temporaes. Portanto com esta limitada offerta provoco aquella generosa liberalidade, que não consente ser rogada, por não parecer que dando quer vender beneficios. E ao mesmo Veneravel Padre José de Anchieta peço encarecidamente, que queira alcançar de Deos centuplicada remuneração, na terra e no Céo, a quem se determinar a promover com alguma esmola as suas honras, para que publicadas nos templos, e celebradas nos altares, accrescentem tambem maior gloria áquelle senhor bemfazejo.
PRIMEIRA PARTE.
CULTURA, E OPULENCIA DO BRAZIL NA LAVRA DO ASSUCAR ENGENHO REAL, MOENTE, E CORRENTE.
TRATA-SE