Coimbra, Novembro, 1862.
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VARIANTE DO 2.^o TERCETO
Agora, como então, na mesma terra erma,
A mesma humanidade é sempre a mesma enferma,
Sob o mesmo ermo céo, frio como um sudario.
III
DECOMPOSIÇÃO
«Eu não sou dos que a patria só adoram»
Como adora o regato a propria serra:
Deus n'uma gleba apenas não se encerra;
Se visita esses mundos, que demoram
De céo a céo, tambem cafres o imploram.
Mas deixae que uma lagrima sincera
Possam os olhos dar, olhando-a, á terra
De onde a primeira vez aos céos se foram.
Sim, vêr-te, Portugal! eu chóro ao ver-te!…
Como ao Leão gigante do Occidente
Lhe cáe a garra, e em nada se converte!…
Não é isto o que eu chóro: o que me dóe,
É como aquella juba omnipotente,
Em pennas de pavão se decompõe!…