Nem mais um riso, amigos! Respeitemos
O que ella faz ali com tanto ardor;
Não são enfeites vãos, do prazer socios,
É o pão de uma mãe que ali grangêa,
Trabalha por amor… mas outro amor.
Trabalha e enchuga o pranto á velha enferma:
Trabalha noite e dia; é Deus que o quer:
Que importa á filha, quando a mãe lhe soffre,
Que o sol nasça ou decline, ou que se estraguem
Os seus formosos dedos de mulher?
Coimbra, 1862.
XVIII
GARGALHADAS
GARGALHADAS
(NO ALBUM DO SEU CONDISCIPULO DR. JOSÉ BERNARDINO)
Risum teneatis!
Bem é fallar de tristezas
Por estes tempos de risos,
Em que passa a Gargalhada
Na face dos paraisos,
E, como o vento do pólo
Forte—mas triste, mas frio—
Que leva as folhas co'as flores,
Como as enchentes do rio.