Não deu seu nome, como o archonte epónymo,
Á obra de sua mente e sua mão:
O Creador furtou-se á Creação…
E sendo um máo auctor ficou—anonymo.
1879.
XXV
NA SEPULTURA DE ZARA
Estes bellos versos não eram destinados á imprensa, e appareceram publicados em uma revista de Lisboa, sem consentimento do auctor ou da familia da menina cuja morte pranteiam. Anthero recusara-se a imprimil-os, como se vê da seguinte carta que appareceu entre os papeis de Eduardo Coimbra e que a mãe do mallogrado moço, a sr.^a D. Anna Coimbra offereceu com varios outros documentos ao mais querido amigo de seu filho:
«_Villa do Conde, sabbado.
Meu joven poeta
São reservados, e pertencem ao nosso Joaquim os versos a que allude. É claro que sem licença d'elle não devem imprimir-se. Deixe-os no tumulo da desditosa criança, que lá fallam melhor aos que a estremeceram. Se porém combinarem trasladal-os para qualquer publicação, addiccione o meu amigo ao nome da pobre Zara o do desolado irmão. Para elle foram feitos, a elle serão dedicados.
E nada mais por hoje, meu amado poeta
Seu do C._