SONETOS
DE
ANTHERO
EDITOR—STÉNIO.
COIMBRA
Dezembro 1861.
IMPRENSA LITERARIA.
DO EDITOR
Pela mão vos trago um vate:
Amigo Anthero,
Aproxima-te á machina: o retrato
Quero fique a primor. Eia! Arrepela-me
Essas bastas gadelhas côr das messes
Lá quando ao largo foge em tarde estuosa
O grande Moribundo! Ergue essa fronte!
Fita-me com esse olhar tão sobranceiro
De vivo lume cheio e puro aféto!
Inclina mais ao lado o teu sombrêro,
E assenta no quadril a mão segura
Do braço firme e leal. Estende a perna…
Deixa ficar-te assim, que estás famoso.