A 2.ª hypothese tambem não tem fundamento:

m) Porque qualquer erro commettido na latitude calculada pela observação do sol, ou na distancia estimada pelos pilotos, devia ter sido accusada pelas observações feitas em terra por mestre Johan, facto que não se deu, porquanto não consta da carta d'este physico, que especialmente se occupa do assumpto, notando até certas particularidades do rigor das observações feitas durante a viagem, pelo sol e pelos astros, e das differenças que se encontravam por um e outro processo.[[14]]{11}

n) Porque conhecendo as latitudes e os rumos, navegando em uma paragem de fracas correntes maritimas, e com vento prospero, não era possivel commetter erro sensivel no calculo ou estimativa do caminho andado, que desviasse a expedição tantos graus para oeste.[[15]]

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Como acaba de ser demonstrado, tambem a 2.ª hypothese, attribuida a erro commettido na navegação, não tem fundamento algum, tanto no que diz respeito a falsa orientação da agulha magnetica, como a erronea determinação das latitudes diarias e das distancias percorridas em cada singradura, factos que ainda menos podem ser acceites desde que na expedição iam navegadores tão experimentados e conhecedores do Atlantico sul, como: Bartholomeu Dias, Pero Escobar, Nicoláo Coelho e tantos outros pilotos notaveis, secundados para maior garantia por homens scientificos do valor de mestre Johan e Pedro Alvares Cabral.

É pois evidente: que nem caso de força maior, nem erro de navegação determinaram o desvio da expedição para oeste, restando portanto, por exclusão de partes, a considerar a ultima e unica hypothese admissivel de um desvio propositado a caminho do occidente.{12}

[DEMONSTRAÇÃO POSITIVA]

III.Que a expedição se dirigiu para oeste propositadamente.

Esta hypothese subdivide-se em tres:

1.ª Proposito motivado por vantagem da navegação;