Irei clamar do cume dos outeiros

“Ó Primavera, ó minha Primavera!”

E depois que trez vezes repetirem,

Ao longe os echos meu tristonho grito,

Attento escutarei se me responde.

Se nada ouvir, prostrando-me, e cobrindo

De igneos beijos a terra (os igneos beijos

Tem valor de conjurio entre amadores)

Com maior devoção, dobrada fôrça,

Clamarei “Primavera, ó Primavera!”