Léda brinca a feliz meninice,

Léda a ninfa em seus dons se revê,

Lédo o velho desruga a velhice,

Tudo he lédo, e não sabe o porque.

Onde assomas o mato florece,

Desatina a avezinha a cantar,

Côr d’esp’ranças a terra amanhece,

Arde o peixe nas brenhas do mar.

Perde as iras a rábida fera,

E se estranha de ter coração.