¿Não vereis n’ella o espirito do amigo

Que vem gozar do sol a claridade?

Quando o suave rouxinol de noite

Da minha olaia gorgear nos ramos,

Não pensareis, de santo horror tranzidos,

Que feito rouxinol, meus cantos sólto?

Sim pensareis, e erguendo-se inspirado

Algum lhe ha de bradar “Ó meu Amigo!”

Responderáõ “Ó meu Amigo” os bosques;

E vós direis que o meu fantasma errante