Té dizião que a frauta, em que eu tangia,

O benevolo Pan ma déra em sonhos.

E ora jaz, annos ha, de pó coberta!

Em tôrno ao meu fogão ja não se apinhão

Os pegureiros a aprender-me os cantos,

Meu cabello nevou, nevou minha alma.

Ah! se não fosseis vós, Dafne, meus filhos,

Vivido tenho assaz, pedíra aos Numes

Tornar a ver meus pais n’outras cabanas,

Onde he perpetua a luz, e a eternidade