Sonhe a ambição com purpuras, e scetros;

Torpe avareza com os inuteis cofres;

A vingança, fatal a si e aos outros,

Cogite embora nas traições, no engano,

Nos agudos punhaes, no sangue em jorros;

Vulgar amante afine, esmere astucias,

Com que succumba a tímida innocencia,

E aos laços venha destramente armados:

Eu dando a amor o que se deve ao sono,

Em chama pura, porque he tua, ardendo,