Se ella hesita e se cala, não recusa;
Compõe-lhe o ornato no formoso seio,
E sorrindo, lhe dize: “Alguem no mundo
Existe que não ame as proprias obras?
E’sta obra, que findei, me agrada tanto!...”
N’isto beija-lhe o seio, e deixa as flores.
D’aqui avante o mar he ja tranquillo,
Propício o vento, e mui vizinho o porto:
Ja de piloto o lenho não carece;
Quanto offerece amor tudo he ja vosso.