Então, então começa o tempo d’oiro,
Folgão no campo os naturaes prazeres,
E a rustica alegria apraz aos deoses.
Aqui, apoz as candidas ovelhas,
Vai trigueira, descalça pastorinha
Aos echos do arredor cantando amores;
Ali galhudo Sátiro se esconde
Para colher alguma Ninfa errante;
Alem com ledos sons retine o bosque,
O riso ferve, as flautas se misturão;