Voz

No regaço do luxo a opulencia
os cançassos do ocio maldiz.
Entre as lidas sorri a indigencia;
co’o pão negro se julga feliz.

Côro

Trabalhar, meus irmãos, que o trabalho
é riqueza, é virtude, é vigor.
D’entre a orchestra da serra e do malho
brotam vida, cidades, amor.

Voz

Deus, impondo ao peccado a fadiga,
té na pena sorriu paternal:
só quem vence a perguiça inimiga
reconquista o edén terreal

Côro

Trabalhar, meus irmãos, etc.

Voz

¿Quem dá graças aos Ceos ao sol posto?
¿Quem lh’as dá vendo a aurora raiar?
É o obreiro; o suor lhe enche o rosto,
mas seus dias não turva o pesar.