Mas a batalha de Toro foi ganha pelas forças do Principe D. João de Portugal e do Bispo d'Evora, D. Garcia de Menezes, contra as seis alas do exercito de Castella, que fugiram acossadas e desfeitas.
Em Aljubarrota não ficára um castelhano no campo, que não fosse ou morto, ou prisioneiro.
Em Zamora ficou senhor do campo em que se collocára depois da lucta com os seus vencedores, o Principe de Portugal, D. João.
Será, pois, isto um desquite de Aljubarrota?
Entendo que não.
Se escreverem que o fôra por ter posto fim á guerra desgraçada do ambicioso Africano, entendo que sim.
Mas, não basta esta synthese de leitura feita, que tem ares dogmaticos: preciso é o mostrar como tanto portuguezes, como castelhanos, como francezes, como allemães criticaram o combate de Toro. Começarei pelos de casa, como é natural:
—"E porem o Pryncipe despois do desbarato que fez, ally onde acabou de recolher sua jente, esteve no campo em hum corpo çarrado sem nunca mover atrás sua bandeira…"[1]
—"El Principe al tiempo del fracaso padecido de su Padre iva seguindo el alcance de las seys alas ya rotas, pero quando entendió lo que pasava (a derrota do pae) aun que non pudo revocar a todos de la corriente que llevavam apiñose con los que pudo y otros que de otra parte de su Padre vencida se le acercaron, en una elevacion…"
—"Fué vencida esta parte; (a de Affonso) confesamoslo; sin que lo doremos. Pero el huyr una del campo y quedar otra vitoriosa en el varrido de los contrarios, digan los doctos en los estudios militares que nombre há de tener, mientras yo que no los professo no sé como le hé de llamar, pues hallo quien no quiere que le llamemos vitoria…"[2]