As leves graças, que a innocencia adornão,
Os infantis requebros, as meiguices
De uma alma ingenua e pura—em ti brilhavão.
Eu, gasto pela dôr antes de tempo,
Conhecendo por ti o que era a infancia,
Remoçava de ver teu rosto bello.
Pouco era vel-o!—em ti me transformava;
Bebendo a tua vida em longos tragos,
Todo o teu ser em mim se transfundia:
Meu era o teu viver, sem que o soubesses,