...... extincta a antiga crença
Dos Tamoyos, dos Pagés.
([Pag. 278].)
Tamoyos erão os primeiros habitantes do Rio.—Pagés erão os sacerdotes, os augures, os medicos dos indigenas de todo o litoral do Brazil—os mesmos a que nos «Primeiros Cantos» dei o nome de piagas. Eis o que n’aquella obra escrevi a este respeito ([pag. 417]).—«Piagé—Piache—Piaye ou Piaga, que mais se conforma á nossa pronuncia, era ao mesmo tempo o sacerdote e o medico, o augure e o cantor dos indigenas do Brazil e de outras partes da America.» E em outra nota accrescentei: «Erão anachoretas austeros, que habitavão cavernas hediondas, nas quaes, sob pena de morte, não penetravão profanos. Vivendo rigida e sobriamente, depois de um longo e terrivel noviciato, ainda mais rigido que a sua vida, erão elles um objecto de culto e de respeito para todos;—erão os dominadores dos chefes—a balisa formidavel, que felizmente se erguia entre o conhecido e o desconhecido—entre a tão exigua sciencia d’aquelles homens, e a tão desejada revelação dos espiritos.»—Hans Staden escreve Paygi; Payé lê-se em uma das obras do Padre Vasconcellos, nome que tambem lhes dá Laet na sua «Descripção das Indias occidentaes.» Lery e Damião de Goes escrevem Pagé, orthographia que agora adoptamos.
Sons do murmuré.
([Pag. 278].)
Murémuré escreve o padre Vasconcellos nas suas «Noticias Curiosas»: collige-se que é um instrumento feito de ossos de defuntos, como alguns outros, de que se servião.
Em Guanabara esplendida.