Enduápe—fraldão de pennas de que se servião os guerreiros: damos a denominação de arasoya a aquelles de que usavão as mulheres. «Ils font avec de plumes d’autruches une espèce d’ornement de forme ronde, qu’ils attachent au bas du dos, quand ils vont à quelque grande fête: ils le nomment enduap.» H. Staden. Pag. 270. Vasconcellos trata do enduápe sem lhe dar nome algum especial. «Pela cintura apertão uma larga zona: desta pende até os joelhos um largo fraldão a modo tragico, e de tão grande roda como é a de um ordinario chapeo de sol.» Noticias Curiosas L. 1. n. 129.
Sombreia-lhe a fronte gentil kanitar.
([Pag. 282].)
Kanitar—é o nome do pennacho ou cocar, de que usavão os guerreiros de raça tupi, quando em marcha para a guerra, ou se aprestavão para alguma solemnidade, d’importancia igual a esta. «Ils ont aussi l’habitude de s’attacher sur la tête un bouquet de plumes rouges qu’ils nomment Kanittare» (H. Staden).—Usão de umas corôas a que chamão acanggetar (Laet). Os primeiros portuguezes escreverão acangatar, que litteralmente quer dizer «enfeite ou ornato da cabeça».
MARABÁ.
([Pag. 296].)
Encontramos na «Chronica da Companhia» um trecho que explica a significação desta palavra, e a idéa desta breve composição.
«Tinha certa velha enterrado vivo um menino, filho de sua nora, no mesmo ponto em que o parira, por ser filho a que chamão «marabá» que quer dizer de mistura (aborrecivel entre esta gente).» VASCONCELLOS, Ch. da Comp., L. 3. n. 27.