Se queres saber o meio

Por que as vezes me arrebata

Nas azas do pensamento

A poesia tão grata;

Por que vejo nos meos sonhos

Tantos anginhos dos céos;

Vem commigo, ó doce amada,

Que eu te direi os caminhos,

Donde se enxérgão anginhos,

Donde se trata com Deos.