Temer qu’olhos profanos nos devassem

O templo, onde a melhor porção da vida

Se concentra; onde avaros recatamos

Essa fonte de amor, esses thesouros

Inexgotaveis, d’illusões floridas;

Sentir, sem que se veja, a quem se adora,

Compr’hender, sem lhe ouvir, seos pensamentos,

Seguil-a, sem poder fitar seos olhos,

Amal-a, sem ousar dizer que amamos,

E, temendo roçar os seos vestidos,