Per natureza inconstante,
Trabalhos que sempre durão,
Prazer que dura hum instante!
Foy o cabo dos amores
A moça moira acabar
E sobre hum covão aberto
Hum homem posto a chorar,
Hum homem de dó coberto,
A carpir-se, a prantear!
Per natureza inconstante,
Trabalhos que sempre durão,
Prazer que dura hum instante!
Foy o cabo dos amores
A moça moira acabar
E sobre hum covão aberto
Hum homem posto a chorar,
Hum homem de dó coberto,
A carpir-se, a prantear!