XIV
Miseravel!

XV
Conluio infame

XVI
O rapto

XVII
Quem semeia ventos...

XVIII
Revelação

—Vamos, vamos!—replicou o padre Filippe commovido, procurando furtar-se ás demonstrações de reconhecimento do pobre rapaz—Trata de procurar uma casa em condições de abrigar por alguns dias tua mãe adoptiva e a tua noiva. Os meus recursos são minguados—concluiu—Sou um pobre sacerdote que fez eterno voto de pobreza... de pouco posso dispôr... Mas até onde as minhas magras economias o permittam, tudo está á tua disposição, porque tudo é teu, meu Paulo.
—Oh, meu pae!
—Essa menina deve ser tratada com a decencia e conforto a que certamente esta habituada...
—Eu tenho amigos, meu pae!—affirmou Jorge.
—Os teus primeiros amigos somo nós, eu e madre Paula. Não tens, pois, o direito de recorrer ao auxilio monetario dos segundos emquanto existirem os primeiros. A minha casa irás buscar todo o dinheiro de que careceres. Vê bem a casa que escolhes para receberes n'ella a tua familia.
—Tenho um amigo, quasi um irmão, que não só me acompanha e auxilia na aventura do rapto, como põe á minha disposição a sua casa, onde não tem mais familia e onde nada falta.
—Muito bem. Se entendes que ahi pódem acolher-se sem perigo, deves acceitar.
—Já acceitei, meu pae!
O leitor já conhece como o rapto se effectuou e como madre Paula recebeu com os extremos e carinhos de mãe a gentil Beatriz, salva das garras do aventureiro Eugenio de Mello e da sua alma negra, o procurador Belchior, por maneira tão original como inesperada.
Agora, emquanto a pobre menina, livre de perigo, encontra na doce convivencia da abbadessa os affectos maternaes que a morte lhe roubára e os tres sujos heroes d'esta repellentissima, porém veridica, historia se empenham n'uma lucta de desconfianças e malquerenças, que são o seu verdadeiro castigo, voltemos a S. Martinho do Campo, onde novos e interessantes episodios se estão dando.

XIX
Um velho amigo

XX
Alma negra

XXI
Tal vida, tal fim

XXII
Mysterio