Como quási ninguêm está nesta época—é bem de ver—quási ninguêm existe. Os que tu vês—são só sobreviventes... almas fósseis...{217}

—Uma estátua mutilada humilha menos a nossa imperfeição: está mais perto de nós, comove mais.

—Conheci um poeta que escreveu a «Imitação do Mar», paralelo á «Imitação de Cristo».

Durante semanas viveu num quarto—só—uma vida de vaga. Encrespou, arqueou num grande esfôrço, foi um côncavo glauco cheio de asas, e explodiu a rir—todo espumante...

Só eu sei que se matou por não poder reviver aquela vida.

—Um livro tem p'rò autor uma outra voz: a do seu sangue a correr pelas palavras.

—O ritmo é o anestésico mais forte.

—O sarcasmo é um soluço que despreza.

—Alguns escritores publicam os retratos nos seus livros. Ignoram, decerto, que a vera efigie de um artista é o estilo.{218}

—Há no fundo do panfletário mais violento, um pobre diabo ingénuo, fascinado, que aspira a conselheiro—sem saber...