GEDA affasta o coxim, trazendo-o para o interior da quadra e faz correr parte do reposteiro que pende do arco.

Vae repoisar a minha ama...
Como a noite é calma e linda!
Mas ninguem ha que prescinda
Das indolencias da cama!
Muito ingrata a Humanidade,
Que acha as trévas de Morpheu
Preferiveis a este ceu
De risonha castidade!
Talvez seja por vingança
Que a mostrar-nos a outra face
A Lua não se abalança!
Seja lá pelo que fôr, Que sem protesto não passe,
Diana, o teu desamor!

Acaba de fazer correr brandamente o reposteiro. Depois vae buscar o candalabro e dispõe-se a leval-o comsigo.

Mas o reposteiro agita-se, é corrido pela parte exterior por mão nervosa e resoluta, e uma mulher d'Israel apparece offegante, com o rosto occulto por espesso veu de lã negra.

A MULHER adiantando-se como procurando alguem:

Claudia?

GEDA admirada e insolente:

Quem te deu a livre entrada?
Que vens fazer aqui, judía?

A MULHER

Venho
Para falar a Claudia, unicamente
É este o meu empenho.

GEDA