Ah! cobarde salteador
D'estrada! Vens talvez trazer o teu amor?
O olhar, que seduzia, infunde repugnancia!
O hálito d'outr'ora, a virginal frangancia,
Que me embriagava, enója! Hálito, corpo, olhar,
Ao largo! Vae, mulher! Não poderei amar
A carne do meu crime! Odeio-te!
MARIA, reposta da primeira impressão, serenamente:
Não vim
Trazer o meu amor.
JUDAS
Que queres tu de mim?
Trazes-me o teu perdão?
Solta uma risada nervosa.
MARIA
O riso da demencia
Nunca ha de suffocar a tua consciencia,
Que géme e se revolve em negro torvelinho.
Podes rir... mas eu vou seguindo o meu caminho.
JUDAS impedindo-lhe a passagem:
E a maldição ha de ir seguindo-te as pisadas!