Dizeis que elle é honesto e probo e crente, em summa
Que para ser dos bons não falta a coisa alguma...
Talvez que seja assim como dizeis. No entanto,
Se para o seu olhar o meu olhar levanto...
—É tectrico e sombrio aquelle olhar revêsso!
Pensando sempre! Em quê?—Amigos, bem conheço
Que pode ser fatal este misterio vivo!
Qualquer de nós é meigo, alegre e expansivo...
—Quizeram confiar-lhe a bolsa do dinheiro:
Não procederam bem.

SIMÃO PEDRA que se reunira aos tres, carregando o semblante:

Porquê?

JOÃO em tom leviano:

O embusteiro
Apenas retribue a prova de amizade
Gastando em seu proveito o que é da sociedade.

SIMÃO PEDRA, que não poude reprimir um sobresalto, tornando-se ainda mais severo:

Já não te quero ouvir nem mais uma palavra!No teu peito leal um sentimento lavra
Improprio de quem és! Lá dentro direi tudo.
Depois do que te ouvi, não posso ficar mudo!

ELEAZAR conciliador:

Então!

MATHEUS detendo Simão Pedra, que ia para entrar em casa do Leproso: